Capítulo 58O relógio de parede da mansão bateu dez horas, as badaladas ecoando pelo hall silencioso. Samuel não havia retornado; a vaga na garagem e o silêncio no andar superior confirmavam que ele já estava mergulhado no império da Beauteck. Lia desceu as escadas com passos cautelosos, o corpo ainda sentindo os ecos da noite passada, mas a mente em um estado de alerta máximo.Ao entrar na cozinha, encontrou Alanis. A mulher estava de costas, organizando alguns cristais, mas a rigidez em seus ombros denunciava que ela já sentia a presença de Lia. Lia respirou fundo. Ela detestava o atrevimento silencioso de Alanis, mas precisava manter o ambiente minimamente suportável sob aquele teto.— Bom dia — disse Lia, a voz firme, apesar do cansaço.Alanis virou-se devagar, com um sorriso que não chegava aos olhos e um ar de superioridade que beirava o insulto.— Se você está procurando café, já foi tudo retirado — Alanis disparou, cruzando os braços. — Pelas regras de Samuel, o café é servido
Leer más