Eu ainda tentava abrir a porta do carro, me debatendo como uma louca, gritando o nome de Diego, quando senti a mulher me puxar pelos cabelos.— Me solta! — gritei, tentando acertar qualquer parte dela.Eu não pensava. Só queria sair dali. Voltar. Ver se Diego tinha levantado. Se estava vivo. Se respirava.Mas ela perdeu a paciência.Vi o brilho metálico da arma quando ela tirou da cintura, e antes que eu pudesse reagir, ela segurou meu rosto com força.— Cala a boca, desgraçada.E então veio o golpe.A coronha da arma acertou minha cabeça com tanta força que senti uma dor absurda explodir atrás dos olhos. Um estalo seco ecoou dentro de mim, e tudo ficou embaralhado.Meu corpo amoleceu na mesma hora.Ainda tentei levantar a mão, segurar em alguma coisa, mas o sangue já escorria quente pela lateral do meu rosto. Minha visão ficou turva, as luzes da rua se misturando em manchas.A última coisa que consegui ver, antes de apagar, foi o reflexo do vidro traseiro mostrando as luzes vermelhas
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