Se alguém me dissesse, alguns dias atrás, que eu estaria sentada à mesa de uma mansão, cercada por uma família milionária, sendo chamada de “nora querida” por uma mulher elegante que claramente comandava tudo ao seu redor, teria rido e muito.Mas lá estava eu.Sentada, tentando manter a postura, observando discretamente como todos se comportavam, ao mesmo tempo em que tentava não derrubar nada, não falar nada errado e, principalmente, não gaguejar.O que, convenhamos, já estava sendo um desafio enorme.O lanche seguiu de forma surpreendentemente tranquila. Enzo, como sempre, era o centro das atenções. Ele falava sem parar, contava histórias da escola, explicava sobre dinossauros com uma propriedade impressionante e ainda fazia perguntas que deixavam todos entretidos.Eu, por outro lado, comia devagar, tentando não chamar atenção, mas dona Laura não deixava.— Anny, experimente esse bolo — ela disse, colocando um pedaço no meu prato sem nem perguntar.— O… obrigada…— E esse suco també
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