Isadora não desceu as escadas de metal do esconderijo; ela quase despencou por elas. O som dos seus saltos agulha contra os degraus não era mais um estalo rítmico de autoridade, mas um tropel frenético de pânico. Ela tropeçou no penúltimo degrau, as unhas perfeitas arranhando o corrimão enferrujado para não cair de cara na lama que cobria a calçada industrial. O rosto de Isadora, sempre impecavelmente pálido e controlado, estava agora manchado por uma vermelhidão febril. Ela sufocava. O ar do Queens, carregado de fuligem e óleo, parecia entrar nos seus pulmões como agulhas. O Olhar do Predador nas Sombras Lá em cima, na janela do sótão, Lucas Miller permanecia imóvel. Ele não estava escondido; estava parado sob a luz fraca, observando o desespero da mulher que um dia tentara apagá-lo da existência. Ele levantou o seu próprio telemóvel e, com um movimento calmo, capturou a imagem: Isadora, com o conjunto de alfaiataria branco agora sujo de ferrugem, olhando para trás com os olh
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