No porão da oficina, o ar estava espesso. Lucas não falava com um padre, mas com Marcus, o chefe de segurança de Alexander. Marcus, que sempre fora leal a Lucas, mantinha o encontro em segredo absoluto. — Tu achas que foi um impulso, Marcus? — Lucas riu, um som seco que terminava numa tosse rouca. — A Isadora começou a cavar a minha cova cinco meses antes da explosão. Lucas inclinou-se sobre a mesa, a luz de uma lâmpada nua realçando as cicatrizes no seu rosto. — Cinco meses antes, ela começou a "perder" documentos confidenciais na mansão e a dizer ao Alex que eu era o último a sair do escritório. Ela estava a criar o rastro de um traidor. Ela ia ao campo de tiro comigo e pedia para usar a minha arma, "para aprender", dizia ela. Na verdade, ela queria as minhas impressões digitais em cartuchos que ela pretendia plantar num crime que nunca chegou a acontecer porque a explosão foi mais rápida. — Ela é uma psicopata, Lucas — murmurou Marcus, chocado. — Ela é uma Ravencla
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