Quando Sophia abriu os olhos, o teto não era mais de pedra fria, mas de um branco imaculado. O cheiro não era de umidade, mas de lavanda e assepsia de alto nível. Ela tentou se mexer, mas seu corpo parecia pesar uma tonelada. Ao lado da cama, uma figura imponente estava curvada, com a cabeça entre as mãos. Alexander sentiu o movimento e levantou o rosto. Seus olhos, antes gélidos, estavam vermelhos, carregados de uma dor e de um arrependimento que ele não conseguia mais esconder. Ele a olhou com pena, com o peso de saber que sua desconfiança fora o gatilho para aquele inferno. — Por que você está aqui? — A voz de Sophia saiu como um sussurro quebrado, carregado de ódio. — Saia. Eu não quero ver você. — Sophia... eu sinto muito. Eu descobri tudo. Ricardo, Camila... eu sei a verdade agora — ele disse, a voz trêmula. — Agora? — Ela riu, um som seco e sem vida. — Agora é tarde, Alexander. Você me jogou aos lobos. Alexander hesitou, o peito subindo e descendo com dificuldade. E
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