POV Lara O beijo de William tinha o gosto de uma vitória que eu não estava pronta para conceder. Quando senti sua mão subir pela seda do vestido, reivindicando um território que ele já havia conquistado à força e ao prazer naquela mesma manhã, algo dentro de mim estalou. Não era apenas raiva. Era exaustão. Uma fadiga que vinha dos ossos, da alma, de passar dias sendo manobrada como uma peça de xadrez valiosa, mas inanimada. Cortei o beijo abruptamente, desviando o rosto. Usei as palmas das mãos para empurrar o peito dele, sentindo a rigidez do seu terno contra as minhas palmas trêmulas. — Chega, William — minha voz saiu baixa, mas cortante. — Saia do pedestal. Ele recuou um passo, a expressão obscurecida pela surpresa e por uma centelha de irritação que ele não se deu ao trabalho de esconder. Suas pupilas ainda estavam dilatadas, o caçador ainda estava desperto, mas eu já tinha chegado ao meu limite. — Lara... — Eu não quero ouvir sobre contratos, sobre os Volkov ou sobre co
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