As pessoas continuavam se aproximando, uma após a outra, cumprimentando, perguntando, observando com curiosidade cada detalhe. Eu já começava a me acostumar com o ritmo, com os olhares, com as perguntas que vinham em diferentes tons, mas com a mesma intenção. De onde eu era. Como conheci Victor. Como aquilo tinha acontecido tão rápido. E, aos poucos, eu respondia, sustentando o sorriso, mantendo a postura, exatamente como ele tinha orientado. Até que senti uma mão tocar levemente meu braço. Virei o rosto. A mãe de Victor estava ao meu lado. Diferente do momento em que nos vimos mais cedo, dentro do casarão, agora ela parecia mais à vontade, mais próxima, com um sorriso que vinha com naturalidade. — Júlia — disse, com um tom quase carinhoso. — Oi… — respondi, acompanhando o sorriso. Ela passou os olhos rapidamente pelo meu rosto, pelo vestido, pelo cabelo, como se me observasse com mais liberdade agora. — Eu não tive a chance de dizer com calma antes… — começou, tocando de
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