Minhas mãos subiram automaticamente, encontrando o peito dele, segurando, como se precisasse de apoio para aquele tipo de proximidade que parecia sempre ultrapassar algum limite invisível.
Ele não recuou.
A mão na minha cintura me manteve ali, firme, enquanto o beijo se aprofundava mais um pouco, mais intenso, mais presente, como se ele tivesse decidido parar de medir.
Por um instante, não havia acordo.
Não havia regra.
Não havia Clara, nem festa, nem passado.
Só aquilo.
Só o agor