Valentina DuskiEle me agarrou pela cintura, tentando me levar ao chão. O calor do corpo dele contra o meu era sufocante, misturado ao cheiro de suor e do perfume caro que ainda restava na sua pele. Lutamos por espaço, respirações entrecortadas, membros entrelaçados em uma dança que era metade combate, metade algo muito mais perigoso.Meus músculos gritavam, e eu sentia a pressão dos dedos dele no meu braço, onde certamente ficaria a marca da sua mão. Mas quando consegui inverter a posição e prendê-lo por um segundo, olhando de cima para aquele homem que todos temiam, vi algo nos olhos dele que não era apenas respeito. Era reconhecimento.(***)O sol da tarde batia direto no tapete do quarto, criando um ambiente quente e sonolento. Eu estava sentada no chão, ajudando Antonella a montar um quebra-cabeça complexo. O calor estava sufocante, e o suor começava a brotar em minha nuca. Num gesto automático, sem pensar nas consequências, puxei as mangas compridas da minha blusa de gola alta a
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