STEPHANIE LINORES Eu estava de pé perto da janela daquela casa velha e caindo aos pedaços, espiando pela fresta da cortina encardida. O plano estava indo perfeitamente bem, até que um carro preto parou na frente do endereço. Quando Isabel desceu com uma sacola de farmácia, eu quase gritei de ódio. Ela não estava sozinha. Dois armários de terno, com postura de seguranças profissionais, saíram do carro logo atrás dela. Maldito Charles Kingston! Ele disse que iam se divorciar! A armadilha estava em sério risco. Respirei fundo, forçando os meus olhos a lacrimejarem, e abri a porta da frente. — Isabel! Graças a Deus você chegou! — exclamei, puxando-a pelo braço. Ela olhou ao redor, franzindo a testa ao analisar o ambiente miserável e empoeirado da sala de estar capenga. — Stephanie, que tipo de trabalho o nosso pai faz aqui? — ela perguntou, muito desconfiada, enquanto os dois seguranças entravam logo atrás dela. — Ele veio fazer uma faxina, Isabel. Sabe que perdemos tudo, ele está
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