STEPHANIE LINORES Apertei o botão do interfone do prédio pela quinta vez consecutiva, mas não havia resposta. Absolutamente ninguém atendia. Bati o pé na calçada, sentindo o ódio borbulhar quente no meu sangue. — Eu falei para a gente ter vindo no mesmo dia! — reclamei, virando-me furiosa para o meu pai. — Eu avisei que tínhamos que ter vindo na noite daquele baile de gala ridículo, assim que eu descobri toda a verdade! Mas não, você ficou enrolando, inventando desculpas, e agora ela não está! Meu pai suspirou pesadamente, passando a mão pelo rosto suado e exausto. — Primeiro, eu não estava acreditando em você, Stephanie! — meu pai retrucou, impaciente e claramente irritado com a situação constrangedora de estar parado naquela rua. — Achar que o assistente que a Isabel arrumou era, na verdade, um dos homens mais ricos do país? Parecia um delírio seu, ainda parece! E segundo, a Isabel foi bem clara da última vez que conversamos. Ela disse com todas as letras que não nos daria mai
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