Na manhã seguinte, a mansão Volkov despertou envolta em uma tranquilidade enganosa.A chuva da noite anterior havia lavado as janelas, deixando o céu de Manhattan em um azul pálido e frio. O sol surgia tímido entre os arranha-céus, espalhando reflexos dourados sobre os pisos de mármore e os móveis impecavelmente organizados.Teresa foi a primeira a descer.Como de costume, recolheu a correspondência deixada sobre a mesa do hall e levou tudo para a cozinha. Contas, convites e documentos foram separados com eficiência. Mas um envelope simples, sem remetente, chamou sua atenção.O nome de Adrian Volkov estava escrito à mão.A caligrafia irregular e a ausência de qualquer identificação fizeram Teresa franzir a testa.Instinto.Anos trabalhando para famílias importantes haviam lhe ensinado a respeitar esse tipo de sensação.Sem abrir o envelope, ela o colocou sobre a bandeja de café.No andar de cima, Aurora despertou com o aroma de café e o calor do corpo de Adrian.Ele já estava acordado
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