Aurora ainda segurava o celular quando Adrian se sentou ao seu lado na cama.
A luz suave da manhã entrava pelas cortinas de linho, pintando o quarto em tons dourados e quentes, mas a sensação que percorreu o corpo dela foi de puro gelo.
Adrian tomou o aparelho de sua mão e o colocou sobre o criado-mudo.
Depois segurou seu rosto com ambas as mãos.
— Respira e me conta exatamente o que ele disse.
Aurora assentiu, tentando controlar a voz trêmula.
— Era um homem. Eu não reconheci a voz.
Ela engoli