A casa de Helena parecia respirar em um ritmo diferente naquela noite.As paredes de pedra clara, cobertas por hera e flores lilases, guardavam agora risos, lágrimas e reencontros que pareciam improváveis até poucos dias antes.Na ampla sala iluminada pela luz dourada do lustre de ferro envelhecido, Aleksandr Romanov estava sentado em uma poltrona próxima à lareira, segurando o neto nos braços como se tivesse recebido o bem mais precioso do mundo.O bebê, estranhamente tranquilo, fitava o avô com seus olhos azul-acinzentados.Helena estava ao lado, uma mão pousada no ombro do homem que nunca deixara de amar.Katarina se acomodara no tapete, encostada nas pernas do pai.Jean Luca servia vinho para todos, embora repetisse a cada cinco minutos que aquela família lhe causaria uma úlcera.Aurora observava a cena da varanda interna, as mãos entrelaçadas às de Adrian.O coração tão cheio que mal cabia no peito.Adrian encostou o queixo no topo da cabeça dela.— Você está chorando de novo.Au
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