JULIAN BLACKWOOD
Eu estava parado no centro do quarto vazio da Jade. O cheiro de talco e lavanda ainda flutuava no ar, uma tortura invisível que me lembrava de tudo o que eu tinha perdido em apenas algumas horas. O berço estava arrumado, mas a alma daquela casa tinha sido arrancada.
— ELENA! — rugi, atirando um candeeiro contra a parede. O vidro estilhaçou-se, mas o som não preencheu o vazio no meu peito.
Desci as escadas como um louco. Encontrei Dominic sentado no chão da sala de estar, com