56. Por Minha Culpa
ISADORA“Que horas devem ser? A galinha cacarejante ainda não me acordou”, cismei, naquele estado entre o sono e o despertar. Me sentia a Bela Adormecida. Ao abrir os olhos, balbuciei:— Onde estou? — Precisei de um minuto para que minhas lembranças se organizassem: Amélia, clínica, Gangue dos Sete, sequestro de Lorenzo. — Caralho!Quando tentei me erguer, minha perna pesou mais do que o costume, me obrigando a olhar na sua direção. Vi a bota ortopédica, e a dor de ter torcido o tornozelo me fez recordar de mais coisas: mansão, clínica, remédios, psicóloga disponível para conversar sobre “não ser um sequestro” — ridícula, comprada! —, “homem entubado”, Dante, sono. Muito sono.Puxei minha bolsa da mesinha de cabeceira, buscando meu celular. Pelo jeito, mal havia passado meia hora.— Me drogaram! Palmas pro senhor, dr. Ancelotti. Me deu um calmante em meio a remédios para dor. Brilhante! Peraí… Aquele Dogo Italiano trocou minhas roupas? Ah, vou puxar a arma dele fingindo abraçá-lo e, j
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