66. Era uma Cilada
ISADORASegui Camila, mas, com a bota ortopédica, foi impossível andar depressa. Da porta, a vi ganhando o jardim em direção à clínica da mansão. Fiz o mesmo percurso devagar, não era como se ela, a clínica e Mikhail ferido fossem a algum lugar. Foi quando ouvi tiros.O medo me consumiu, até porque nem Lorenzo nem Valentina estavam em casa. Calculei o que seria mais rápido: chegar à clínica ou voltar para a casa — a resposta veio na quantidade de canteiros pelos quais passei. Apressei-me, vendo que os seguranças que guardavam a porta anteriormente não se encontravam lá.“Merda, Lorenzo, você me sequestrou para minha segurança e olha pra mim, insegura aqui.” Xinguei, mesmo que só para mim.No instante em que buscava apoio na parede para subir a rampa que dava acesso à porta, alguém me puxou, pela cintura, para si. Tal gesto fez com que as minhas costas colidissem em seu torso. Gritei, mas, como havia sons de tiroteio, ninguém ouviu. Nem tentei me soltar: todas as vezes anteriores falha
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