- Que encontro comovente - Rafael deu um passo à frente, os olhos vidrados, a arma firme na mão. - O bastardo enfim tem pai. Pena que será por pouco tempo. Agora eu vou te mandar pro inferno.O dedo já pressionava o gatilho.Dante forçava os dedos nas garras da armadilha, o metal frio cortando a pele, tentando encontrar o mecanismo de abertura. O corpo pendia em um ângulo desconfortável, o tornozelo preso, a terra úmida da mata absorvendo o suor que escorria da testa.- Baixa a arma.A voz veio do lado.Alexandre havia sacado a própria pistola, o braço estendido, o cano apontado para Rafael. O movimento tinha sido rápido, silencioso - o tipo de ação que vem de anos de prática e de instinto. O olhar do pai era firme, sem hesitação.Rafael virou o rosto lentamente.- Baixa a arma - repetiu Alexandre, a voz baixa e absolutamente sólida. - Agora.Rafael o avaliou com os olhos semicerrados, como se estivesse medindo um adversário que não esperava encontrar. Depois, devagar, um sorriso tort
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