O amanhecer de domingo trouxe uma luz dourada que cortava as frestas da cortina, mas o que realmente fez o coração de Helena falhar uma batida foi o calor sólido ao seu lado, Lorenzo estava ali, com a respiração calma e um braço pesado jogado possessivamente sobre a cintura dela. Helena piscou, processando a maciez dos lençóis e os resquícios da noite avassaladora na mesa de jantar. Parecia um sonho.Para dar espaço, e acalmar a própria mente que ainda corria a cem por hora, ela se levantou em silêncio, fez sua higiene matinal, vestiu um vestido leve de alcinhas e desceu para o jardim.O cenário lá fora era um espetáculo à parte. Caminhando pelas alamedas, Helena percebeu que o jardim parecia ter sido desenhado por seus próprios desejos: canteiros impecáveis de suas flores prediletas exalavam um perfume doce e fresco, como se o mundo estivesse celebrando sua vida. Ela colocou os fones de ouvido, isolando-se no ritmo de uma música suave. Sentindo o sol morno acariciar sua pele, Helena
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