Capítulo 165: O Despertar da AlmaRafael MonteiroEu sempre me perguntei como seria o momento final. Imaginei o frio, o vazio ou talvez um túnel de luz, como dizem os livros. Mas o que encontrei foi a escuridão. Uma escuridão densa, silenciosa e pesada, que parecia me abraçar por séculos. Até que, lentamente, ela começou a se dissipar. O frio foi substituído por um calor suave, e o cheiro de hospital deu lugar ao aroma de grama cortada e flores de cerejeira.Abri os olhos e me vi sentado em um banco de madeira verde. Eu conhecia aquele lugar. Era o Central Park, em uma tarde perfeita de primavera. O sol aquecia minha pele de um jeito que eu não sentia há muito tempo, mas o parque estava estranhamente vazio. Não havia corredores, nem turistas, nem o som distante do trânsito de Nova York. Os únicos ali éramos nós dois.Sofia estava ao meu lado. Ela usava um vestido leve, o cabelo balançando suavemente com a brisa, exatamente como eu me lembrava dela nos nossos melhores dias. Ela estava
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