A suíte estava silenciosa, iluminada apenas pela luz suave do abajur de cabeceira. Isabella ainda estava recostada nos travesseiros, a mão entrelaçada com a de Alexander. Nenhum dos dois parecia ter pressa de quebrar o momento.Alexander continuou acariciando o dorso da mão dela com o polegar, em movimentos lentos e repetitivos, como se quisesse acalmar não só ela, mas também a si mesmo.— Eu nunca vi você tão vulnerável quanto hoje — disse ele baixinho, sem julgamento na voz. — Quando te tirei daquele elevador… você estava tão pálida, suando frio, tremendo. Por um segundo eu pensei que tinha chegado tarde demais.Isabella engoliu em seco, lembrando da sensação sufocante.— Foi horrível. Eu sabia que era pânico, mas não conseguia controlar. O peito apertava, o ar não entrava, tudo girava… eu me senti presa dentro do meu próprio corpo. E o pior foi pensar que eu poderia desmaiar ali sozinha, sem ninguém saber.Alexander apertou levemente a mão dela.— Você não estava sozinha. Mesmo ant
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