O quarto estava iluminado pela luz suave da manhã.Era o terceiro dia desde que Amélia havia saído da UTI.O corpo ainda doía.A mente ainda tentava acompanhar tudo.Mas agora… havia um novo desafio à frente.— Hoje a gente tenta, tá? — disse a fisioterapeuta, com um tom calmo.Amélia assentiu, ainda deitada.O coração já estava acelerado.Não de ansiedade boa.Mas de medo.Rafael estava ao lado dela.De pé.Atento.Como se qualquer movimento dela fosse importante demais para ser perdido.— Eu tô aqui — disse ele, baixo.Ela olhou para ele.E assentiu de novo.— Vamos começar sentando — orientou a fisioterapeuta.Simples.Parecia simples.Amélia apoiou os braços na cama.Tentou impulsionar o corpo.Mas… parecia pesado.Muito mais do que deveria.— Devagar — disse a profissional.— Sem pressa.Com esforço, Amélia conseguiu se sentar.A respiração já estava irregular.O corpo tenso.— Muito bem — disse a fisioterapeuta, com um pequeno sorriso.Rafael sorriu também.— Viu? Você conseguiu
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