KATHERINE O primeiro dia completo de repouso dentro da mansão começa com uma quietude estranha. A casa sempre pareceu grande demais quando eu chegava apenas como convidada ocasional, alguém que passava algumas horas aqui antes de voltar para o próprio apartamento ou para algum compromisso fora. Agora cada corredor, cada janela alta, cada degrau da escada principal se tornou parte de uma rotina diária que se estende por horas silenciosas. A luz da manhã atravessa as cortinas do quarto quando acordo. O céu está claro, um azul limpo que anuncia um dia frio de outono. O jardim lá fora ainda guarda vestígios de neblina, um véu leve que cobre a grama e se dissolve lentamente com o avanço do sol. Eu fico deitada por alguns minutos, observando o teto. O corpo se move com mais cuidado agora. A barriga ocupa um espaço real, firme, alterando a maneira como me viro na cama ou como apoio os pés no chão. O bebê se move logo depois que acordo, um empurrão lento que percorre o ventre antes de des
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