ETHANAcordei antes de Chloe, com a luz pálida de Albuquerque entrando pelas frestas da cortina e desenhando faixas claras sobre a suíte. Durante alguns segundos, permaneci imóvel, sentindo o peso leve da cabeça encostada ao meu peito, o cabelo escuro espalhado sobre meu braço e a respiração tranquila contra a minha pele. A noite anterior voltou em partes nítidas, o bar no último andar, a risada inesperada, a boca provocadora, a coragem embalada em humor e o jeito como ela transformou uma decisão simples em algo que parecia perigoso demais para receber esse nome.Eu costumava acordar sozinho, mesmo quando passava a noite com alguém. Era um hábito antigo, talvez até uma regra não verbal que evitava explicações pela manhã, cafés desconfortáveis e aquela gentileza forçada que muita gente confundia com intimidade. Chloe, no entanto, dormia grudada em mim como se o mundo não a tivesse treinado para desconfiar de camas grandes, homens ricos e escolhas feitas depois da meia-noite. A contradi
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