KATHERINE Eu não deveria estar ali de novo, e a consciência disso não me impediu de entrar no apartamento dele como se já soubesse onde cada coisa ficava, o que dizia muito mais sobre nós dois do que qualquer conversa que ainda não tínhamos tido. A porta fechou atrás de mim com um clique suave, o tipo de som que não chama atenção, mas marca um limite claro entre o lado de fora e o que acontece ali dentro, e, por um segundo, eu fiquei parada no hall, absorvendo o ambiente que continuava exatamente como eu lembrava, organizado demais, limpo demais, com aquela sensação constante de que nada ali era por acaso.Nick estava na sala, encostado no encosto do sofá, sem gravata, com a camisa branca aberta no primeiro botão e as mangas dobradas até o antebraço, revelando um descuido calculado que não combinava com o resto do apartamento, e talvez fosse por isso que funcionava. Ele não falou nada quando me viu, apenas me olhou de um jeito mais demorado, mais atento, como se estivesse atualizando
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