Depois que a mãe de Elly entendeu que ela precisava de ajuda, assim foi feito. Não foi um processo fácil — houve resistência, silêncio, noites mal dormidas e conversas difíceis —, mas, ainda assim, foi um começo. E, naquele momento, começar já era tudo.Elly estava se recuperando e enfrentando tudo com uma força que nem ela mesma sabia que tinha. Havia dias mais leves, em que o ar parecia entrar melhor nos pulmões, e outros em que o peso no peito insistia em voltar. Mesmo assim, ela continuava. Um passo de cada vez.A casa estava mais silenciosa do que o normal, mas não de um jeito ruim. Era um silêncio de cuidado, de respeito ao tempo dela. A cortina da sala deixava passar uma luz suave da tarde, iluminando o sofá onde Elly estava sentada, com uma manta leve sobre as pernas, distraída com pensamentos que iam e vinham.Foi nesse momento que a campainha tocou.Elly levantou devagar, ajeitando a blusa como se, de alguma forma, isso a ajudasse a se sentir mais preparada. Quando abriu
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