Se existe uma coisa que eu aprendi convivendo com Nate, é que ele sempre acha que está no controle. Mesmo quando claramente não está. Principalmente quando claramente não está. E o que ele fez lá fora — aquele beijo impulsivo, aquela mentira jogada no ar como se fosse uma solução elegante — não foi controle. Foi desespero bem vestido. Eu fiquei alguns segundos ao lado do carro depois que ele entrou na casa com o avô, observando a porta se fechar como se aquilo encerrasse a situação. Mas não encerrava. Nada com Nate nunca encerrava fácil. Olhei para o banco de trás. Os gêmeos estavam ali, pequenos, silenciosos, completamente alheios ao fato de que tinham acabado de ser oficialmente escondidos da própria família. — Certo — murmurei, destravando o cinto de um deles. — Vamos fazer isso direito. Porque alguém precisava fazer. E, claramente, não seria ele. Peguei o primeiro bebê com cuidado, ajustando a mantinha ao redor dele, depois o segundo. O peso familiar nos braços, o chei
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