Eu nunca fui um homem que inventa desculpas ruins.Normalmente, quando quero alguma coisa, eu simplesmente vou lá e pego. Dinheiro resolve. Autoridade resolve. Sobrenome resolve.Mas naquela manhã eu estava parado dentro do carro, na frente da casa de Tessa, segurando uma mentira tão fraca que quase dava vergonha.Olhei para o banco do passageiro.Vazio.Para o banco de trás.Também vazio, se não fosse pelos gêmeos.Nenhum objeto esquecido.Nenhuma fralda perdida.Nenhum motivo real para estar ali.Ainda assim, desliguei o carro.Porque a verdade era mais irritante do que qualquer mentira.Eu queria ver se ela estava bem.E isso era ridículo.Saí do carro e encarei a pequena casa mais uma vez.De perto, ela parecia ainda menor do que ontem à noite. Pintura desgastada, portão rangendo, uma varanda estreita com duas cadeiras velhas e um vaso de planta
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