Magno estava diferente. Não distante — não exatamente. Mas havia um peso novo nos gestos, nos silêncios, nos olhares que começavam e não terminavam. Lívia percebeu no segundo dia. No terceiro… já não conseguiu ignorar. Ela o encontrou no fim da tarde, na varanda. — Aconteceu alguma coisa? Você está distante. Ele nem fingiu surpresa. — Coisas da empresa. Ela sustentou o olhar. — Só isso? Então, mais baixo: — Não. Uma pausa. — Mas não é algo que eu vá deixar interferir. Ela deu um passo mais perto. — Você disse que não ia fugir. Os olhos dele escureceram. — E não vou. Dessa vez, não havia dúvida. Ele respirou fundo. Decidiu. — Arruma uma bolsa. Ela piscou. — O quê? — Vamos sair. Eu, você… e as crianças. A casa de campo ficava a poucas horas da cidade. Nada ostentoso. Mas ampla, cercada de verde, com uma piscina nos fundos e um silêncio que parecia abraçar tudo. Bella foi a primeira a correr. — É ENORME! Theo veio atrás, mais contido… mas claramente curioso.
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