Noah queria saber de Antônio, mas eu queria saber dele. Foi o que respondi, quase que instintivamente.— Eu não o matei apesar da vontade que tive.— Não matou ainda, porque vamos fazer isso juntos, minha Magricela.Eu não sabia o que isso queria dizer, mas naquele momento tudo o que importava era que Noah estava vivo, estávamos juntos e isso, por mais egoísta que possa parecer, fez a dor pela perda do nosso filho se dissolver.— Eu não sei se quero essa vida, Noah. Vamos embora, por favor?Ele me olhou como se estivesse considerando a minha fala, quase como se buscasse algum sentido no que eu estava falando, ou avaliando a viabilidade daquilo.— Podemos fugir do mundo, mas não vamos fazer isso, o passado tem o péssimo hábito de reaparecer para cobrar dívidas que só existem na cabeça deles.Ele me encarou e sorriu como se houvesse algum prazer nas palavras.— Vamos pagar cada um desses filhos da puta, Magricela. E depois vou te foder tão forte que vai gritar o meu nome e dizer que me
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