Victor franze a testa imediatamente, seu olhar endurece. — Quem, mãe? De quem está falando? — pergunta ele, com a voz baixa e tensa. Ela respira fundo, lutando contra as lágrimas. — Antony Collins — sussurra, como se pronunciar aquele nome fosse uma maldição. Vejo, nítido como o dia, o momento em que o semblante de Victor muda. A dureza toma conta de seu rosto. O homem que, há poucos segundos, sorria para mim com provocação, agora parece um general pronto para a guerra. Ele cerra a mandíbula, e seus olhos se tornam duas brasas vivas. Sem perder tempo, Victor se vira para um dos seguranças que aguardam próximos. — Renato! — sua voz é uma ordem. — Leve Dona Luísa até o quarto que preparei. Cuide bem dela. Renato, um homem alto e robusto, corre até o carro e ajuda minha mãe, que observa tudo confusa, mas, confiando em mim, não questiona. Victor avança com passos longos e pesados, atravessa a entrada da mansão sem olhar para trás. Antes que eu possa segui-lo, Olívia segura minh
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