Os dias passaram depressa. Talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, não existissem guerras para travar, cadáveres para esconder ou problemas urgentes para resolver. A vida simplesmente seguiu seu curso. João continuava transformando a gravidez de Sofia em uma operação militar. Lizzy continuava rindo dele. E eu continuava me divertindo observando os dois. Foi justamente por isso que não percebi os primeiros sinais. Na verdade, olhando para trás, eles estavam todos ali. O cansaço, o apetite estranho, as mudanças de humor. Mas eu estava ocupado demais aproveitando aquele período de paz para prestar atenção. O problema é que minha esposa prestava. E numa manhã qualquer, enquanto eu resolvia alguns assuntos no escritório da mansão, ouvi duas batidas suaves na porta. Nem precisei levantar os olhos. — Entra, amor. A porta se abriu. Lizzy entrou devagar, mas havia algo diferente. Ela nunca bateu na porta para entrar. Nas mãos ela segurava um envelope branco entre os dedo
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