A notícia da morte de Augusto se espalhou rapidamente. Nas horas seguintes, os telefones tocaram sem parar. Membros da organização queriam respostas, conselheiros exigiam relatórios, seguranças eram interrogados repetidamente, e ninguém parecia capaz de explicar como um homem mantido sob vigilância constante havia sido assassinado sem deixar qualquer vestígio. Mas, naquele momento, nada disso ocupava meus pensamentos, porque João estava sofrendo. Encontrei-o sozinho no escritório da mansão, parado diante da janela. Os ombros estavam rígidos e o olhar perdido no horizonte. Fechei a porta atrás de mim e caminhei até ele. Durante alguns segundos, permaneci em silêncio. Então coloquei uma mão em seu ombro. — Eu sinto muito pela sua perda. João soltou uma risada amarga. Sem humor algum. — Será que sente? Afinal de contas, o maldito queria destruir seu casamento, queria te matar, queria acabar com tudo o que você construiu. Interrompi antes que continuasse. — Você me con
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