Apoiei as duas mãos na borda de mármore da pia, respirando fundo enquanto a água fria corria da torneira. Lavei o rosto várias vezes, deixando as gotas geladas aplacarem o calor da náusea que havia me feito correr da cama. Olhei para o espelho, encarando os meus próprios olhos castanhos. Eu precisava me recompor. Se Lorenzo cismasse com aquela fragilidade, ele não pararia até revirar a minha vida do avesso.Quando abri a porta do banheiro, preparada para encontrar o Don com a guarda armada e o olhar de julgamento, o cenário era completamente diferente.Lorenzo não estava mais deitado, mas também não exalava aquela agressividade que costumava usar como escudo. Ele havia vestido uma calça de moletom escura e o ombro ferido ostentava um curativo limpo, feito às pressas por ele mesmo, sem a ajuda de nenhuma enfermeira. Ele estava de pé perto da varanda, observando a névoa do Joá se dissipar, mas virou-se no mesmo instante em que ouviu meus passos.Ele não disse nada sobre eu ter corrido p
Ler mais