130. CONTINUAÇÃO
Deteve-se e olhou-me só por um momento como se esperasse a minha rendição, a minha aceitação a essa sentença. Disse que sim com a minha cabeça e deixei-me beijar. Era sua, sabia que era o seu objeto de desejo que tinha dançado nos confins dos seus sonhos mais audazes, agora tinha-me ali, palpável, real como o bater no seu peito.—Está bem, sou tua —disse vendo como sorria. —Aceito-o, compraste-me.Embora ainda não soubesse ainda o alcance do que ele tinha feito para me comprar naquele leilão, a maneira que me fazia sentir que lhe pertencia, como se tomasse posse de mim, fazia-me sentir como se fosse um elixir embriagador para ele; Um muito prezado. Percorria cada detalhe do meu corpo nas suas mãos, eram carícias que me recordavam a sua persistência, cada reflexo e estremecimento da minha pele era um eco da sua vitória. Era sua!—Não só por isso. És minha, nunca te deixarei ir, Celia, mesmo quando há coisas entre nós que devemos esclarecer, mas lembra-te, és da minha propriedade.—Deix
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