O vidro da varanda, gelado e rígido, contrastava com o calor abrasador que irradiava dos corpos colados. O morro, lá embaixo, continuava sua rotina de violência e música, alheio ao que acontecia no topo da fortaleza.Coringa a virou com uma brusquidão possessiva, forçando-a a se apoiar contra o vidro que separava o quarto do abismo noturno. Ele a pegou por trás, as mãos grandes e calejadas segurando os quadris dela com uma firmeza que beirava a dor. Helena arqueou as costas, a cabeça tombando para trás, deixando que a renda preta da lingerie fosse quase rasgada pela tensão dos movimentos dele.Cada estocada era um lembrete do poder que ele ainda tentava reivindicar, uma tentativa desesperada de marcar território em uma mulher que, na sua mente, ele estava perdendo. A respiração de Coringa era um rosnado constante no ouvido dela, uma súplica misturada a uma ordem.— Você é minha — ele sussurrou, a voz carregada de um desejo sombrio, quase violento, enquanto a segurava com mais força. —
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