Vitória chorou contra ela por um tempo e ninguém tentou medir. Verônica ficou ao lado, acariciando a mão dela. Vera permaneceu sentada na beira da cama, em silêncio. O avô continuou perto, quieto, como se também precisasse daquela pausa para não quebrar. Foi só depois de um tempo, quando o choro de Vitória começou a diminuir, que a porta do quarto se abriu devagar. Augusto entrou primeiro. Jane veio logo atrás. O rosto dela estava destruído. Os olhos vermelhos, a pele pálida, os dedos ainda presos ao braço de Augusto como se não conseguisse se sustentar sozinha. Vitória olhou para ela. Jane também a encarou. Por um segundo, nenhuma das duas disse nada. Mas Vitória não conseguiu esperar. — Onde ele está? Augusto entendeu de quem ela falava. — Com os homens de Helena. Vitória tentou se ajeitar na cama, e Sofia segurou seu braço imediatamente, impedindo qualquer movimento brusco. — Ele falou alguma coisa? Os olhos de Augusto passaram rapidamente por Jane, como se pedisse p
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