A primeira coisa que Vitória viu quando Helena abriu a porta foi a cadeira no centro da sala. O lugar era escuro, abafado, vazio de um jeito que fazia tudo parecer ainda mais errado. Existia apenas uma luz fraca presa na parede lateral, suficiente para iluminar parcialmente o homem sentado ali, mas não o bastante para tornar aquela cena menos perturbadora. Vitória sentiu o ar prender nos pulmões. Porque mesmo sem conseguir ver o rosto dele por causa do capuz escuro cobrindo a cabeça, ainda era impossível ignorar o resto. O corpo, a postura, o jeito como ele ocupava espaço. Ele estava muito mais magro do que da última vez em que ela o tinha visto. Usava apenas uma calça escura, os braços estavam presos atrás da cadeira e a cabeça levemente abaixada. Quando ele finalmente falou, a voz saiu mais fraca do que antes, rouca pelos dias preso ali, mas ainda assim foi suficiente para fazer os músculos de Vitória se tensionarem. O enjoo veio tão rápido que Vitória precisou prender a resp
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