A conversa com a Cris ficou ali, no canto da minha mente, firmando e perguntando ao mesmo tempo.Fiquei anos da minha vida me dedicando a um homem que, no fim, nem merecia tanto. Me anulando para caber na vida dele.Engraçado como existem lembranças que ficam escondidas dentro da gente… e que, de repente, voltam com uma nitidez cruel.Lembrei de uma discussão que tivemos.Marco Antônio me disse que eu tinha que agradecer a Deus por ter um homem igual a ele. Que vivia para a família. Que era o provedor. Que fazia tudo por nós.Disse isso porque eu só queria que ele estivesse presente.Naquela época eu já tinha me formado, mas Márcio ainda era adolescente. Já era destaque. Campeonatos, olimpíadas de Matemática… primeiro lugar.O pai nunca foi.Nunca esteve.As tardes eram dos amigos, da cerveja, da academia… de tudo que não era nós.O que me amedronta não é o Ramon.É o medo de voltar para aquele lugar.Rio de mim mesma.Fui boba.Mas não sou mais.Hoje eu sei que não era certo aceitar
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