O Baile das Máscaras e o Verão de SangueA mansão de Enzo ficou para trás como um cenário de guerra estático, um monumento de mármore e ressentimento. Eles atravessaram o corredor blindado que levava à garagem subterrânea secreta, um cofre de aço reforçado onde apenas os veículos não rastreáveis e com blindagem nível VI eram mantidos. O SUV preto, de vidros opacos, deslizou pelas ruas de São Paulo com a discrição de uma sombra. O destino era uma propriedade ainda mais vasta, escondida nos altos do Jardim Europa, um palácio neoclássico que servia de reduto para a elite que detinha o poder real sobre o câmbio, as leis e a vida humana.Ainda dentro do carro, sob a luz fraca e âmbar do painel, Mariana abriu uma caixa de veludo negro. — Coloque isto — ordenou ela, entregando a Enzo uma máscara veneziana de couro negro, entalhada com detalhes em prata que imitavam veias metálicas. Ela colocou a sua, uma peça delicada que cobria apenas a metade superior do rosto, conferindo-lhe um ar de mist
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