Sete meses e meio. O peso da minha barriga já me impedia de ver os próprios pés, e caminhar pela cobertura era um exercício de equilíbrio que me deixava ofegante em segundos. Mas, apesar do cansaço, havia uma paz que eu nunca imaginei sentir.Lorena chegou para o nosso encontro da tarde com a ajuda do motorista, equilibrando-se com cuidado. Ela carregava os gêmeos, um casal que, pelo ritmo dos chutes que ela descrevia, pareciam já estar treinando para o futebol profissional.— Milena, se você não abrir essa porta agora, eu juro que tenho esses bebês aqui no corredor! — ela brincou, rindo.Abri a porta e a vi ali. Sua barriga estava imensa, esticada e linda sob um vestido de linho bege. Ela estava entrando no sexto mês, mas como descobriu um pouco tarde, parecia que tudo tinha acontecido de uma vez só. Nós nos abraçamos com cuidado, nossas barrigas se encontrando no meio do caminho.— Entra, tia das crianças mais agitadas de Belos Campos — brinquei, a guiando até o sofá.Bia já ti
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