Enfim, chegou o dia do aniversário da cidade. Eu, Jana e Cecília, chegamos à festa por volta das cinco da tarde, quando o sol já começava a perder força, enquanto a cidade parecia ter acordado de vez. De longe, antes mesmo de estacionarmos, eu já sentia a vibração do lugar: música alta, vozes misturadas, risadas soltas, o ronco constante dos brinquedos do parque e aquele cheiro inconfundível de festa de interior — milho cozido, pastel, açúcar queimado, churrasco. Tudo junto, tudo intenso.Saltei do carro primeiro e ajudei Cecília. Jana veio logo atrás, ajeitando o vestido e girando devagar, encantada.A praça principal estava tomada. O palco montado ao fundo era grande, iluminado, com caixas de som espalhadas por todos os lados. Pessoas circulavam com copos na mão, crianças corriam, casais se formavam e se desfaziam a cada esquina improvisada. Era o primeiro dia da festa, e isso se sentia no ar: havia uma expectativa vibrante, quase elétrica.Em certo momento, a música diminuiu. Um bu
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