Enquanto Adriano saltava do carro, observei que ele voltara a ser o mesmo de antes: frio, duro, objetivo. Saí do SUV olhando a fazenda ao meu redor, como se aquilo fosse um lembrete de realidade. Enquanto caminhávamos lado a lado até a entrada, observei que o casarão estava exatamente como sempre: imponente, misterioso, cheio de ecos.Quando pisamos na varanda do casarão, a porta da frente se abriu de supetão.— Marja! — Quitéria foi a primeira a aparecer, os olhos arregalados, as mãos levadas ao peito. — Ave-Maria, menina… que bom que você chegou! Em dois passos estava à minha frente, me segurando pelos braços, como se precisasse confirmar que eu não era um vulto, nem uma lembrança.— Sou eu, Quitéria — respondi, sorrindo fraco. — Voltei.— Voltou viva, que é o mais importante! — ela retrucou, me puxando para um abraço apertado. — Você não sabe o susto que deu na gente.Senti o cheiro conhecido do sabão de coco no avental dela, e aquele contato simples, quase materno, fez algo se de
Ler mais