Acordei com a sensação de que ainda estava sonhando. Por alguns segundos permaneci imóvel, os olhos fechados, respirando devagar. O colchão era muito macio e o lençol tinha um cheiro que eu já começava a associar a Adriano. Quando estiquei a mão ao lado do meu corpo, vi que estava vazio.Abri os olhos de repente, um susto breve atravessando o peito. Sentei-me na cama, o lençol escorrendo até a minha cintura, e foi então que ouvi. Um ruído baixo, metálico, seguido do som inconfundível de uma xícara sendo pousada sobre a mesa. E, logo depois, o cheiro de café.Levantei-me devagar, ainda sentindo o corpo levemente dolorido, não de um jeito ruim, mas como uma lembrança boa da noite anterior. Vesti a camisa dele que estava jogada sobre a cadeira — grande demais para mim — e segui pelo corredor, com o sol da manhã entrando em faixas claras pelo chão.Quando cheguei à cozinha, Adriano estava de costas, terminando de arrumar a mesa. O cabelo ainda um pouco bagunçado, a camisa de algodão clara
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