A casa, que já parecia cheia com Lucas, ganhou um novo tipo de caos com a chegada de Ana. Fraldas, mamadeiras, choro, risos, noites mal dormidas. E, no meio disso, a rotina da Fundação, as demandas da empresa, a família se reorganizando.— Eu não sabia que dava pra amar duas crianças tão diferente e tão igual ao mesmo tempo — Clara comentou com a terapeuta.— A maternidade não copia e cola, ela multiplica — a Dra. Fernanda respondeu.Lucas alternava entre orgulho e ciúme. Em alguns dias, queria fazer tudo pela irmã: pegar a chupeta, cantar, contar histórias. Em outros, batia a porta do quarto, irritado porque “só falam de fralda nessa casa”.Clara e Ricardo se esforçavam para criar momentos exclusivos com ele.— Hoje é dia de cinema só nosso — Ricardo dizia, pegando o filho para ver um filme enquanto Ana ficava com Clara.— Hoje é dia da pizza da mamãe com o Lucas — Clara anunciava, deixando o pai e a bebê dormirem enquanto os dois comiam pizza na cozinha, conversando sobre escola.Um
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