Isabela não disse mais nada.A decisão já tinha sido tomada, e prolongar aquele momento só criaria espaço para dúvidas que não podiam existir agora. Ela abriu a porta do carro e entrou, com movimentos firmes, precisos.Henrique acompanhou sem questionar.Isso, por si só, já mostrava que algo tinha mudado. Antes, ele teria insistido, pressionado, exigido respostas. Agora, ele estava observando, absorvendo, tentando entender o ritmo daquele novo cenário.O silêncio dentro do carro não era desconfortável.Era concentração.Ambos sabiam que, a partir dali, qualquer escolha teria consequência.Isabela ligou o carro, e antes mesmo de sair, o dispositivo vibrou novamente em sua mão. Ela olhou.Um novo endereço.Sem explicação.Sem contexto.E com urgência implícita.Ela não comentou.Apenas colocou o carro em movimento.Henrique observou o gesto, mais atento do que antes.— Já começou? — perguntou ele, em tom baixo.— Nunca parou.A resposta veio direta, sem espaço para interpretação.O silê
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