O corredor parecia mais curto na saída.Ou talvez fosse apenas a forma como Isabela caminhava agora.Antes, cada passo parecia empurrá-la para dentro de algo que ela não compreendia completamente. Agora, ainda havia perigo. Ainda havia incerteza. Mas havia também uma presença ao lado dela.Henrique.A mão dele continuava entrelaçada à dela, firme, quente, real.Isabela sabia que aquilo seria observado. Sabia que, em algum ponto daquela estrutura, alguém estava analisando aquele gesto como fraqueza, vínculo, variável, risco. Mas não soltou.Não mais.Quando atravessaram a porta do prédio, o ar da noite pareceu bater mais forte no rosto dela. A cidade seguia viva, indiferente ao que acabara de acontecer. Carros passando. Gente caminhando. Luzes acesas em prédios altos.O mundo não parava quando alguém entrava em perigo.Henrique olhou para o dispositivo na mão dela.— Qual é a localização?Isabela desbloqueou a tela e leu o endereço outra vez.— Galpão desativado na zona portuária.Ele
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