Isabela não tocou no dispositivo imediatamente.O olhar permaneceu fixo nele por alguns segundos, como se estivesse avaliando não o objeto, mas o que ele representava.Acesso.Informação.E consequência.Ela estendeu a mão com calma e pegou o aparelho. Era leve, discreto, mas carregado de intenção.— Você vai receber a primeira sequência ainda hoje — disse o homem mais velho.— E o tempo de resposta também faz parte.Isabela assentiu.— Sempre faz.A mulher observava com mais atenção agora, mas havia algo diferente no olhar dela. Menos julgamento, mais curiosidade.— Vamos ver se você sabe escolher — completou.Isabela não respondeu.Sabia que aquilo não era apenas sobre estratégia.Era sobre prioridade.E ela tinha mais de uma.Ela saiu sem ser impedida, sem ser acompanhada, mas não sem ser observada.O corredor parecia mais longo, mais silencioso, como se cada passo carregasse o peso do que tinha acabado de acontecer.Quando voltou ao salão principal, tudo parecia igual.A música ba
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