Narrado por AzaraEu segui meu pai, mesmo que uma dor lancinante me dilacerasse por dentro, cada passo uma tortura silenciosa.No começo, ele me levou para conhecer a cidade, e ela era linda, como se tivesse saído de um cartão postal. Eu tentei me convencer de que isso deveria me deixar feliz, mas as lágrimas já estavam presas na minha garganta, como se pudessem escapar a qualquer momento, um dilúvio de emoções reprimidas.Meu pai, pela primeira vez, me tratava de forma fria. Pela primeira vez, eu senti medo dele, um medo que congelava meus ossos.— O que está achando? — ele perguntou, e sua voz parecia vazia, distante, como se falasse com um estranho.— Aqui é lindo. — Eu respondi, mas o tremor que começava a me atacar era quase insuportável. Eu sabia que precisava ser forte, não podia mostrar fraqueza. Mas era difícil, muito difícil, como se um peso invisível me esmagasse.— Vamos, quero te mostrar algo. — Ele disse, e me levou até o carro, começando a dirigir sem pressa, como se fô
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