A BLINDAGEM DA IRAOTTOO som metálico da tranca da porta privativa do hospital ecoa como um decreto de guerra enquanto entro no quarto onde Savannah repousa. O meu terno está desalinhado, a gravata frouxa e as manchas de sangue seco no punho da minha camisa são o lembrete constante do horror que presenciei no asfalto. Olho para a minha esposa e sinto meu peito se esmagar; o rosto dela, sempre tão perfeito, exibe a marca violenta do impacto, coberto por hematomas roxos e curativos que me causam uma agonia insuportável. Uma das pernas está imobilizada, estendida sobre o leito devido às fraturas decorrentes da queda. Aproximo-me a passos lentos, caindo de joelhos ao lado da cama e segurando a mão dela com uma delicadeza que contrasta com a fúria que ruge dentro de mim."Eu juro para você, Savannah, com a minha própria vida, que o desgraçado que fez isso não vai ficar impune", sussurro, e a minha voz sai em um tom gélido, desprovido de qualquer misericórdia.
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