O PEQUENO GUARDIÃOALLANCaminho pelo quarto do hospital com as mãos nos bolsos, tentando esconder a ponta de frustração que sinto por ter sido deixado de fora do momento principal. Observo Savannah instalada na cama, agora mais relaxada, e os três berços de acrílico alinhados que parecem conter todo o tesouro do mundo. "Poxa, vocês não me esperaram... eu queria tanto ter visto os bebês nascerem", digo, soltando um suspiro pesado enquanto me aproximo da minha irmã. Ela me olha com um sorriso exausto, mas carregado de uma ternura que só ela tem, e acaricia meu braço. "Você não ia querer ver aquilo, Allan, acredite em mim", ela responde, e eu arqueio as sobrancelhas, curioso. "Por que não?", questiono, e ela solta uma risada curta. "Porque você ia ficar assustado, gênio. Até o Otto ficou assustado, não foi, Otto?"OTTOOlho para o meu cunhadão e não consigo conter o riso, apesar do cansaço que pesa nos meus ombros. "Foi sim, Allan. O negócio foi gr
Ler mais